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Mudança
A partir de agora estou blogando em outro sítio: Corpos em Pixels. Passem lá.
Escrito por Mário Camarão às 00h41
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Rompe-se o Silêncio
Acho que promessa, não é divida. Mas há muito que precisava cumprir uma para com os leitores, curiosos e visitantes deste registro web. O “Ruína” esteve hibernando por todo esse tempo, por vários motivos. Agora acorda! Saudade que estava de escrever aqui. Saudade que estava de colocar meus registros numéricos, minhas buscas por novos temas, imagens, conceitos e inspirações. Eis que hoje rompeu-se o silêncio.
Ultimamente, este blog serviu como uma espécie de “repositorium” em que pude compartilhar questões importantes, que serviram de reflexão contínua para a minha dissertação de mestrado, intitulada Corpos em Pixels. Da Ruína à Utopia do Pós-Humano( ver brevemente neste espaço), defendida em Setembro, na Universidade do Minho. Terminado uma etapa, espero prosseguir abordando aqui minhas inquietações e esperando barulho, comentários, dicas...a sua participação.
Escrito por Mário Camarão às 17h18
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Político e Atendente em Pixels
Pode-se afirmar que o Brasil é um país de vanguarda quando o assunto são os corpos em pixels. A existência dos virtuais nos mais diferentes media e nos inúmeros segmentos em 3D comprovam que o país que mantém culturalmente fortes laços com o culto ao corpo real, à exemplo do carnaval, também revela-se como o grande celeiro da vedetas virtuais. Não é por acaso que só no Brasil podemos encontrar o caso de um político digital. Isso mesmo, um político que existe em pixels e até concorreu às eleições presidenciais virtualmente em 2002. Trata-se de Feliciano Brasileiro (ver site do virtual aqui), criado pela empresa Illusion 2K, até hoje continua activo na ciberespaço na figura de um “ombudsman” do povo, ouvindo as sugestões de melhorias para o país e servindo de porta-voz dos internautas. O mais curioso é que Feliciano na época das eleições atraiu atenção da grande imprensa e chegou até a promover coletivas (conferências) sobre o hipotético plano de governo.
Da mesma empresa, vem outro virtual pioneiro, o de uma atendente de caixas bancários(multibancos). É Anatela, que integra um sistema inédito no mundo chamado “Virtual Bank Attendant”, no qual há o trabalho constante de um virtual espalhado em todos os multibancos, idealizada a partir de referências às modelos e actrizes brasileiras de grande sucesso entre o grande público, como Gisele Büdchen e Camila Pitanga. Para completar a “perfomance”, Anatela muda de vestimenta sempre que pode, sob a supervisão de uma estilista de verdade, contratada pela empresa somente para vesti-la.
Escrito por Mário Camarão às 10h02
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Religião em "pixels"
A fé foi levada a condição de pixels, representada através de uma igreja virtual e a 3D. Pelo menos é que anuncia o site da primeira igreja em pixels do mundo. "With pews made from pixels, the congregation logging in from their home computers and the collection sent in by mobile phone, the world's first 3D online church is going to be church like never before. The House of God is set to become the Mouse of God." (Ver mais aqui).
A igreja dispõe aos fiéis cibernautas toda uma diversidade de práticas e rituais religiosos, que não deixam de fora os padres virtuais, as celebrações e, claro, o ofertório(peditório). Por enquanto a igreja em pixels ainda está em fase de experiência, mas espera encontrar entusiastas para bancar o projecto. (Post retirado do blog You've gotmail)
Estaríamos diante da virtualização da fé? A ténica invadiu definitivamente também o espaço da religião?
Escrito por Mário Camarão às 13h16
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Um método para a análise de jogos de vídeo
O número 4 da revista "Caleidoscópio", publicada no 2.º semestre de 2003, pela Lusófona, é inteiramente dedicado aos jogos de vídeo. Desde logo, o primeiro artigo, de Espen Aarseth, coloca a problemática da escolha da metodologia para a análise destes jogos.
O autor considera que tem sido abundante a investigação à volta dos jogos de computador e de vídeo, mas o tipo de análise é feita com base em metodologias que habitualmente se usam na teoria cinematográfica ou na narratologia, quando, de facto, o fenómeno do videojogos deveria estar sujeito a um método original, uma vez que apresenta, segundo o autor, "...uma riqueza expressiva... sem precedentes na história dos media...", além de que os jogos de vídeo "... consistem num conteúdo artístico não efémero (arquivos de palavras, sons e imagens), que aproxima os jogos do objecto ideal das humanidades, a obra de arte."
Aarseth defende vivamente que, o estudioso dos videogames, deve jogar activa e intensivamente e continua: "... apesar do nosso êxito como académicos ser avaliado pela qualidade das nossas publicações e não pelas nossas pontuações no Tetris e Quake, essa qualidade é também, pelo menos para a maioria, um resultado indirecto das nossas capacidades enquanto jogadores."
Só experimentando o jogo poderemos retirar as nossas próprias conclusões, já que esta dinâmica é muito pessoal, porque é influenciada pela própria interacção e pelo percurso que executamos nesse mesmo jogo. Aarseth acrescenta por isso, como recurso válido e complementar à nossa análise, o não-jogo, cujas fontes poderão ser: o conhecimento prévio do género e do sistema de jogo, relatórios de outros jogadores, críticas, truques e dicas, discussões, observações de outros a jogar, entrevistas a jogadores, documentação de jogos, relatórias de jogos e entrevistas a autores de jogos.
Escrito por Julieta Oliveira às 22h01
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Fórum Corpo
Da brasileira Karina Zimerer, que têm acompanhado o blog e interessa-se por assuntos ligados ao corpo tecnológico, vem a informação sobre a nova versão do fórum "Arte, Corpo e Tecnologia", que acontecerá em Belém(Brasil), de 17 a 21 de Maio, promovido pelo Núcleo de Arte da Universidade Federal do Pará(UFPa). “O tema proposto faz repercutir na região Norte um assunto que, há alguns anos, está no cerne dos debates nos principais centros de pesquisa e de produção artística no mundo. A relação entre corpo e tecnologia provoca discussões sobre os novos suportes ou instrumentos utilizados nos processos de criação artística na contemporaneidade, apontando para uma nova ordem no mundo. Exemplo a ser dado é a produção do artista australiano Sterlac, que utiliza instrumentos médicos, próteses, robótica, sistemas de realidade virtuais e internet para explorar interfaces íntimas e involuntárias com o corpo. A programação estará dividida em conferências, mesas redondas e comunicações de pesquisas e artísticas. Na abertura do evento, a professora Lúcia Santaella fará o lançamento de seu livro mais recente, "Corpo e Tecnologia", no Museu de Arte Sacra. Informações: 00 55 (91) 241-8369. E.mail: nuar@ufpa.br
Escrito por Mário Camarão às 09h22
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Kaya: brasileira em pixel
No mundo dos "corpos em pixels" nem sempre o esteriótipo dos corpos milimetriamente perfeitos são requesitos para a "existência". No caso das modelos virtuais, a "brasileira" Kaya, criada por Alceu Baptistão, reúne características que a diferenciam das actuais tops e fazem dela um grande sucesso. No jornal "O Estado de São Paulo" um artigo sobre Kaya revela as particularidades da cybergirl: "Ela tem sardas, uma boca maior do que o normal, sobrancelhas grossas e olhos um pouco distantes. Segundo o artista, a idéia está em encontrar uma beleza mais próxima do real"( ver matéria completa aqui).
Nos últimos anos a virtualização do corpo parece ter deixado de lado a premissa da total ausência de defeito ou imperfeição das virtuais, para dar lugar a uma aproximação maior entre os corpos reais e virtuais. Olhando para a foto de kaya dificilmente conseguiríamos distinguí-la de uma mulher real.
Escrito por Mário Camarão às 17h20
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Medicina para quem não está doente
Descobri há tempos, depois de umas análises, que tenho colesterol alto, daquele que já está num risco elevado e para 27 anos... bem, o assunto é sério. Alguém me dizia, a título de consolação, "que o mal é que nós hoje fazemos muitas análises. Antigamente morria-se de uma vez, sem se andar com essas preocupações e sem se cortar aqui e ali na alimentação".
Entretanto, lá fui fornecendo o frigorífico com aqueles iogurtes e com a margarina milagrosa que, provado cientificamente, fazem baixar o colesterol. Além disso, já comia uns outros iogurtes, com bifidus activus (que ninguém sabe muito bem o que é), mas que fazem funcionar o organismo a 100%. Isto para não falar no leite enriquecido, com cálcio e vitaminas, que ajuda a prevenir a osteoporose e no chá verde, excelente antioxidante. Além, claro, das refeições saudáveis, sempre acompanhadas de legumes e cereais, poucos fritos, muito peixe e, de preferência, regadas com meio copo de vinho maduro tinto. E se a tudo isto juntarmos umas boas caminhadas a pé, ao fim do dia, como é possível ainda ter colesterol?
Na realidade, acabei por constatar que os hipermercados começam a ser as novas farmácias para produtos preventivos, basta pensar nos iogurtes e no que este simples produto evoluiu em pouco mais de meia dúzia de anos. Hoje, é possível encontrar um iogurte com características que permitem prevenir a osteoporose, a obstipação, a obesidade, o colesterol, repor níveis de vitaminas, além de ser extremamente nutritivo, uma vez que repõe os valores nutricionais diários, recomendados pela CE. Tudo isto em apenas uns segundos de prazer... sim porque cada vez são melhores!
Estes pensamentos fizeram-me ir comprar a revista "Super Interessante", que me passou pelas mãos durante este mês, e que dedicava várias páginas ao artigo "Chegou a medicina para quem não está doente - Melhor que bem" e que se refere aos novos "medicamentos do bem-estar", como sendo um dos sectores mais lucrativos do mercado farmacêutico e que só se destina a um tipo de pessoas: as pessoas saudáveis.
Dados do último relatório, sobre as tendências do mercado farmacêutico, apresentado pelo Deutsche Bank, indicam um gasto de 40 mil milhões de euros nas chamadas "pípulas do estilo de vida", i.e., "produtos médicos concebidos para combater casos incómodos ou características funcionais que, em si mesmmas, não representam qualquer ameaça para a saúde do paciente, mas que se repercutem na sua percepção da qualidade de vida de que goza." Mais uma vez, está em causa a imagem do corpo que se quer ter, eliminando aspectos considerados esteticamente menos positivos, como a calvice, as olheiras, a ressaca, o mau humor, a impotência.
Carl Elliott, especialista em bioética, considera que o problema surge quando "se começa a medicalizar a conduta social", "quando desejos e necessidades, que sempre fizeram parte do meio de socialização do indivíduo - como a capacidade para se relacionar com os outros, o êxito laboral ou as relações amorosas - passam a ser resolvidos na farmácia de serviço."
Da farmácia ao supermercado, uma coisa é certa, cada vez mais queremos ser aquilo que vêmos e o que vêmos são imagens, projecções. E a nossa fisicalidade?
Escrito por Julieta Oliveira às 22h15
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Corpo em fragmentos
Esta é Susie - Wee no anúncio da Hewellett-Packard (2001).
Escrito por Mário Camarão às 12h25
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O movimento nas imagens ou as imagens em movimento?
José Carlos Abrantes, no seu blog As Imagens e nós, fala sobre o movimento que a imagem ganhou actualmente independente da realidade. "...A imagem cria-se pelo cálculo, pela digitalização, sem que a realidade exista como prévio indício físico. Por outro lado, na imagem fabricada pelos meios tradicionais tornou-se possível juntar, tirar, modificar, transformar. O "morphing", por exemplo, permite passar de um rosto a outro, metamorfoseando uma representação noutras representações. Estes movimentos tornaram-se interiores à imagem permitindo visualizações impossíveis a partir do registo físico da realidade."
Escrito por Mário Camarão às 12h14
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Afecção Tecnológica
O corpo transformado em pixels( ver posts publicados abaixo) levanta uma questão importante que é a afeção em torno deles. Kyoko é amada e idolatrada por uma legião de fãs "tecnofetichistas", a presença do Gourillaz em imagem no palco provoca a mesma esteria do público em relação aos outros concertos com bandas convencionais, a beleza do "clone digital" da mulata globeleza atrai atenções similares ao da dançarina real. Desses casos podemos afirmar que a experiência do corpo em imagem evidenciar as multipossibilidades de sensações que provocar: do amor ao desejo... ainda que produzindo "uma estranha insensibilidade" nas pessoas, como menciona Maria Tereza cruz em " Da nova sensibilidade Artificial" (ver texto completo aqui). Para Cruz, a técnica e a estética convergiram para um mesmo caminho e trouxeram o que ela chama de estetização da experiência, " As novas máquinas de afecção tornam a sensibilidade artificial tão real quanto necessário para efectivamente sentir e padecer em abandonar o seu topor estético. O corpo estético aparelhado pela técnica entra numa nova relação á natureza (...) de produção e de gestão calculada de afecção, fabricando-a, modalizando-a, intensificando-a ou entorpecendo-a"
Por outro lado, a sensibilidade artifical pode ser responsável por uma certa inércia, segundo a concepção de Cruz por porvocar "pazer sem prazer", uma vez que a técnica produz e realiza a emoção "...se produz quotidianamente nos media terror sem horror, emoção sem comoção, compaixão sem paixão".
Tornando isso possível nas imagens em pixels devido a sobrevalorização e centralidade da visão na sociedade comtemporânea, que é fascinada pela representação do real "uma vez que a função do espectáculo é a de fazer com que o mundo deixe de ser directamente perceptível, para ser visto através de diversas mediações, é inevitável que procurasse elevar o sentido humano da visão(...) Como o mais abstracto dos sentidos, e o mais facilmente engandado..."(Cruz cita Guy Debord, "A Sociedade do Espectáculo").
Estaríamos diante da crise do real e o descontrole das nossas afecções? Para Moisés Lemos Matins, sim."Nesse contexto, em que as tecnologias fantasiam o 'controlo do imaginário', o controlo só pode ser mesmo o seu 'descontrolo' e a 'carne do imaginário' só pode ser mesmo o 'grotesco', o imaginário da ruína do corpo, ou o imaginário de um corpo em ruína (Martins,Moisés/2002, "O trágico como imaginário da era mediática", em Comunidade e Sociedade, Vol. 4).
Escrito por Mário Camarão às 11h59
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"Corpos desaparecidos"
Gourillaz, Kyoko, Globeleza. São exemplos do corpo transformado em imagem, ou em "pixels", que passam a existir somente no limbo virtual. É o que Henri- Pierre Jeudy, no livro Le corps comme object d’art (1988: 152-157), chama de "desaparecimento total do corpo". "Aqui o corpo não é apenas biológico, ele tornou-se tecnológico(...)O corpo torna-se irreal, ele é imagem pura, um conjunto de códigos de informática". Resta saber se a virtualização do corpo poderá ser o ideal de transcedência? Para Jeudy não. " Posso passar da realidade presente ao mundo virtual, que me oferece um outro real, mas meu próprio corpo não deixará jamais de me trazer de volta a prova de sua própria virtualização" ( 160).
A obra de Jeudy foi traduzida no Brasil " O corpo como objeto de arte" (Estação Liberdade, Artes,2002). Para obter mais informações clique aqui.
Escrito por Mário Camarão às 10h35
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Gorillaz virtual
Os Gorillaz, que intitulam-se a primeira banda a existir apenas virtualmente, faz quatro anos de sucesso. Os integrantes da banda resolveram "transplantarem-se" para as imagens de personagens da banda desenhada e viver no mais completo anonimato. O mais curioso é que nos concertos que os Gorillaz promovem pelo mundo inteiro, os fãs vêem apenas as imagens virtuais da banda projectadas num grande ecrã, enquanto os artistas de carne e osso ficam escondidos atrás a tocar e cantar.
Escrito por Mário Camarão às 19h05
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Corpo e biotecnologia
O investigador brasileiro Marko Monteiro é responsável por um trabalho de Doutoramento pela Unicamp, intitulado "A Chave da Vida: A reconstrução da Corporalidade pela ciência no Projeto Genoma Humano Brasileiro", em que estudou a relação da biotecnologia e o corpo no Projecto científico partindo da percepção "da natureza da vida e da corporalidade da nossa cultura". No site de Monteiro, além de trazer oo trabalho mencionado, é possível encontrar uma série de links e textos interessnates sobre o a relação do corpo-tecnologia-genética-ciborgue. Para saber mais é só clicar aqui.
Escrito por Mário Camarão às 18h33
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No Castelo do Barba Azul II
Abrir as sucessivas portas do Castelo do Barba Azul, um castelo de horrores e de riscos. No post anteiror da Julieta podemos ver uma das questões "escondidas atrás das portas" a que Steiner tanto se refere no livro " No Castelo do Barba Azul", em que apresenta aforismos para uma redefinição da cultura. Na verdade algumas portas já foram abertas, mas resta saber qual delas levará à seguinte, mediante a lógica de intensificação da sociedade comtemporânea "( ...) estamos no mesmo ponto em que a Judith de Bartok quando pede para abrir a última porta para a noite" (Steiner, 1992:). Diante do cenário que o autor previu resta-nos pegar a chave e abrirmos a porta que nos está destinada no interior do Castelo do Barba Azul. Steiner nos dá pistas para compreender o mundo em que vivemos e o mundo em que pensamos. Mas é certo que já não sabemos o que pode estar escondido atrás das portas desse mundo. No Jornal português Expresso, econtramos uma entrevista com o autor , na qual responde quais seriam os novos quartos a abrir.
"Expresso: Quais são os quartos por abrir no novo Castelo de Barba de Azul? Onde estão os novos horrores?
Steiner: No dia em que o controle deixar de ser não apenas o do gosto e passar a ser político. Agora, podíamos estar noutro lugar que não Lisboa. Podia ser Chicago, Filadélfia... este hotel é totalmente americano. O aeroporto? Totalmente americano. Não se sabe onde se chega, se se tapar os olhos e os desvendar não se sabe onde se está. O planeta torna-se uniforme. Três quintos do planeta falam anglo-americano. Só a língua espanhola resiste, por causa da estatística demográfica e da América Latina. A China não exporta a língua, nunca o fez e nunca o quis. O jornal «Le Monde», o mais arrogante, chauvinista e «distingué», agora tem aos sábados artigos do «The New York Times» em inglês. Porque tem de. O perigo é a estandardização da vida. "
Escrito por Mário Camarão às 10h13
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Da transformação das relações entre sexos
George Steiner afirma em "O Castelo do Barba Azul" que, na contemporaneidade, estão postos em causa os costumes sexuais tradicionais. Segundo o autor, «As tipologias decorrentes dos movimentos de libertação das mulheres, da afirmação política e social inédita da homossexualidade(sobretudo nos Estados Unidos) e do "unissexo" indicam uma redefinição ou negação profunda de fronteiras antiquíssimas. "Vagamente separados", na fórmula eloquente de Milton, os homenns e as mulheres não só começam a mover-se num espaço de indistinção neutra, como trocam os seus papéis - em termos vestimentares e psicológicos, e no que se refere às funções eróticas e económicas outrora definidas.» (Steiner, 1992:88)
Escrito por Julieta Oliveira às 12h12
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Corpo e Arquitectura
Do blog português Epiderme vem a informação sobre os estudos da arquitectura à partir do espaço mínimo: o próprio corpo humano. É a arquitectura mutante dos Archigram. " A arquitectura mutante dos Archigram parte da tentativa de garantir a adaptabilidade dos espaços às exigências naturais da evolução rápida das sociedades e das tecnologias que estas desenvolvem. Por detrás das suas experiências, revelaram-se sempre dois conceitos fundamentais: corpo e movimeto. O ajuste perfeito do espaço ao corpo e o nomadismo dos edifícios. Ou a identificação total entre edifício e habitante. Cria-se uma simbiose em que cada necessidade do homem é servida: a sua subsistência, o seu prazer, a sua deslocação, a sua integração na sociedade, a sua liberdade.Os Archigram produziram uma série de protótipos de cápsulas, todos desenvolvidos nos anos 60 e início dos 70, que constituiriam a habitação do futuro. A cápsula deste projecto era uma unidade completamente pré-fabricada, totalmente ergonómica e eficaz no seu funcionamento. Todos os componentes estavam preparados para ser substituídos assim que se tornassem obsoletos". O corpo como lugar é uma questão trabalhada por Paulo Cunha e Silva em "O Lugar do Corpo (1999, Piaget, Lisboa) em que traça uma cartografia fractal do corpo contemporâneo. Um lugar que precisa ser "habitado", mutante... como propõe o conceito de habitação dos Archigram.
Escrito por Mário Camarão às 10h05
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Maestro Robot
O blog brasileiro Mundo Digital apresenta Qrio, um robot humanóide que foi desenvovido recentemente pela Sony japonesa e tem uma tarefa no mínimo interessante: reger uma orquestra. A primeira experiência de Qrio foi positiva, consegiu substituir o maestro num ensaio da Orquestra Filarmônica de Tokyo. Os resultados do ensaio com a figura do maestro transformada em máquina estão aqui.
Escrito por Mário Camarão às 18h08
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Futebol de Robots
Já imaginaram uma partida de futebol com as equipas formadas só por robots? A Universidade do Minho, através do seu Departamento de Electrónica Industrial(ver site aqui) poderá tornar, em breve, o qu parecia ficção em realidade. A U.M. é uma das instituições portuguesas que integra o Projecto Internacional Robocup, que incentiva as pesquisas na área robótica e inteligência artificial, como enfoque no futebol. O tarefa principal para as instituições de pesquisa é desenvolver uma equipa completa de robots humanóides futebolitas capaz de vencer uma equipa com jogadores de verdade, e ainda por cima, que fazem parte da elite do futebol mundial.
Escrito por Mário Camarão às 13h56
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Kyoko, pop-star em "pixels"
Kyoko Date, esse o nome de umas das primeiras pop-star virtuais japonesas a fazer sucesso num universo ténue entre o real e o virtual, com as mesmas regalias de uma estrela do show business. Estrela desde a década de 90 (porém em franca decadência, os sites principais da virtual estão desactivados). Kyoko tinha milhares de fãs e uma vida comum, como menciona o site pessoal a virtual " Além de cantora, trabalha num restaurante fast-food em Tokyo, cidade onde os pais também têm um restaurante. Tem fãs no Japão e no mundo inteiro. Medias: 40 mil polígonos pixels e uma equipe que a inventam e reinventam a todo instante" (ver mais aqui 1 e 2). Para o francês Henri-Pierre Jeudy, Kyoko é o instrumento principal dos novos mundos virtuais. “É a ausência de qualquer defeito que constitui a possibilidade de uma identificação que tende a romper com o carácter real do corpo” . Refere-se ao fato de que uma estrela virtual nunca irá ter problemas comuns a uma estrela real, como doenças, acidentes, problemas sentimentais... “A imagem é segura e não corre os mesmos riscos que o corpo real, passando a ser eterno, infinito e vivido em imagem”, assegura Jeudy.
Escrito por Mário às 19h05
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Orlan
A artista francesa que é conhecida pelas perfomances do corpo, tem um vasto trabalho sobre as multipossibilidades do corpo comtemporâneo. Ela vai muita além das simples transformações, e vive as várias experiências da mutação do corpo e a imagem, seja pela cirurgia plástica ou a imagem digital. No filme Orlan Carnal Art, de Steven Oriach, que conta a evolução das perfomances da artista, abre-se a discussão do corpo como espaço de debate público. Orlan sempre inspirou os trabalhos académicos e/ou teóricos sobre o corpo, como no livro de Henri- Pierre Jeudy, Le Corps Comme Object D'Art, em que menciona o trabalho dela dando a idéia de como o corpo é um objecto de arte inacabado, que precisa ser transformado a todo momento.
Em Portugal, a artista serviu de tema para Eunice Gonçalves Duarte em "Orlan, do outro lado do Espelho" (in UBI) "Orlan afirma que o seu corpo é o seu software, esta é a sua frase de apresentação, como se se tratasse de um cartão de visitas. O corpo é uma espécie de bolsa onde está a matéria que permite a Orlan trabalhar sobre ele tornando-o uma metamorfose. “Este corpo é obsoleto”, diz, “não está preparado para a velocidade exigida hoje em dia e cada vez mais exigida”
Escrito por Mário às 18h23
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Zombies e cyborgs
Vale a pena dar um "salto" à página do investigador e artista australiano Stelarc, que se dedica a estudar a arte digital na Nottingham Trent University, em Inglaterra e a fazer apresentações no Japão, na Europa e nos Estados Unidos, tendo como tema o corpo. Stelarc recorre a instrumentos médicos e cirúrgicos, de forma a perceber os limites e a extensão o seu próprio corpo. Algumas das suas performances mais importantes basearam-se na apresentação das capacidades da terceira mão, do braço virtual, do corpo virtual e de uma escultura do estômago, além de já ter feito vinte e cinco suspensões, preso pela pele.
Stelarc é um provocador, que considera o ser humano um misto de zombie e de cyborg e a hipótese do corpo obsoleto.
"Como superfície, uma vez a pele foi o começo do mundo e simultaneamente a fronteira do eu. Como interface, uma vez ela foi o colapso do pessoal e do político." (STELARC, "Das estratégias psicológicas às ciberestratégias: a prótese, a robótica e a existência remota", in A arte no século XXI)
Escrito por Julieta Oliveira às 12h05
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Cientistas portugueses lideram rede europeia de engenharia de tecidos humanos
Este é o título de um artigo que saiu no "Público", no dia 10 de Março e aponta o grupo de biomateriais da Universidade do Minho, como líder da "única rede de excelência, a nível europeu, na área da engenharia de tecidos humanos". O objectivo desta investigação, que já envolve o Hospital de Braga é "criar ossos, cartilagens e pele com células humanas e polímeros naturais para transplantes". Rui Reis, o Director do grupo, promete até conseguir curar, através desta técnica, o problemático joelho do jogador benfiquista Mantorras. Resta saber se o jogador quererá sujeitar-se...
O artigo completo encontra-se aqui.
Escrito por Julieta Oliveira às 11h48
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Cibernéticos, ciborgues e realidades virtuais
A Universidade norte-americana de IOWA mantém um vasto trabalho na área do cyber-espaço, ciborgue e realidades virtuais.
Escrito por Mário às 18h55
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Cyborg Mommy
Como seria uma mãe ciborgue? Pattie Belle Hasting tem a resposta num manual completo "The Cyborg Mommy" que pode ser visto aqui.
"The machine has extended the body of the mother for centuries as she tended the stove, cranked the washer, peddled the sewing machine, and vacuumed the house, but she hardly exists in discussions of technological culture, except as a consumning unit for manufacturing and advertising or in the case of reproductive technologies -- the body that carries the baby."
Escrito por Mário às 18h36
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Il corpo
"Uno dei fenomeni che aveva attratto in particolare la mia attenzione era la struttura del corpo umano o, per meglio dire, di ogni animale dotato di vita. Da dove viene, mi chiedevo spesso, la causa della vita? Era un’ardua questione, che sempre era stata considerata un mistero; eppure quante cose saremmo sul punto di conoscere se il timore o la negligenza non frenassero le nostre ricerche” - Frankenstein
Do site italiano "Aporia" que traz uma reflexão interesante sobre as Mutazioni e transformazioni del corpo postindustriale.
Escrito por Mário às 18h20
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Corpos Abstractos
Esse é o título do artigo de João Lopes no "DN" que aborda a questão da espetacularização das imagens do corpo e a corrida pela imagem do corpo abstracto "... assistimos às mais diversas reacções figurativas em que podemos descobrir corpos que, por assim dizer, se entregam à perdição de não serem iguais a nenhuns outros. Por vezes, isso acontece através de fascinantes mecanismos de excesso e transfiguração (é essa a lógica estranhamente intimista de um universo como o do cineasta David Cronenberg). Noutros casos, deparamos com corpos que se expõem numa languidez abstracta que desafia, de uma só vez, as certezas existenciais e as convenções figurativas."
Escrito por Mário às 17h59
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****************** Professor "cyborg"
O cientista britânico, Kevin Warwick, considera-se um cyborg. Ele implantou um chip no braço para demostrar através de suas pesquisas a relação dos ordenadores e os seres humanos. As experiências não param por aí. Do seu site " Professor Kevin Warwick, the world's leading expert in Cybernetics, here he unveils the story of how he became the worlds first Cyborg in a ground breaking set of scientific experiments. In the years ahead we will witness machines with an intelligence more powerful than that of humans. This will mean that robots, not humans, make all the important decisions. It will be a robot dominated world with dire consequences for humankind. Is there an alternative way ahead? ".
Escrito por Mário às 14h00
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Mulata virtual
No país do Carnaval até as mulatas do samba são virtuais. Esse ano, a Rede Globo, que tradicionalmente produz um genérico( vinheta) para a cobertura do carnaval pela emissora, recorreu ao recurso da computação gráfica, para criar um clone em 3D da mulata que virou ícone dos genérios, Valéria valenssa . Este ano, Valenssa, não pode participar das gravações por estar grávida. O resultado pode ser acompanhado em Portugal, pela GNT.
E no Brasil já começa toda uma mobilização para que a tendência em utilizar estrelas virtuais não se consolide. Uma vez que está tornado-se cada vez mais comum o uso de modelos em "pixels" em substituição das top-models "de verdade". O assunto foi tema de uma matéria do jornal brasileiro JB e levanta a polémica.
Escrito por Mário às 14h18
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Plásticas e Elfos
Pode até ser mais uma daquelas patéticas "pegadinhas" da internet. Mas a notícia vem do site brasileiro , o país paraíso das cirurugias plásticas, de uma nova mania entre os adolescentes europeus: se submeterem à plásticas para parecer um "elfo", inspirados no filmes "Senhor dos Anéis". "Depois de devorarem todos os livros da trilogia, comprarem os DVDs, assistirem às versões estendidas dos filmes e comprarem anéis de ouro com as inscrições rúnicas semelhante ao anel utilizado por Frodo em "O Senhor dos Anéis", jovens europeus estão próximos do que parece ser o último estágio do merchandising associado à obra fantástica de J. R. R. Tolkien. Uma cirurgia plástica ambulatorial que modifica a cartilagem das orelhas e deixa pessoas mais parecidas com os hobbits e elfos do filme têm sido praticada com sucesso na Alemanha, Suiça e Reino Unido. Puramente estética e sem influência nas funções normais do ouvido humano, a controversa cirurgia já foi realizada em mais de 200 pessoas, boa parte delas jovens com idade entre 16 e 24 anos.
Escrito por Mário às 13h56
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Bacon and body
 O artista britânico Francis Bacon e a sua obsessão pelas imagens do corpo em ruína. "Francis Bacon o la pintura que es carne... Los cuerpos que se vuelven como del revés, se retuercen, se estiran, se encogen... el rojo de la sangre... La pintura de Bacon nos devuelve a nosotros mismos, actua como un espejo deformador, violento, desesperado, y sin embargo todo está tranquilo... silencioso... Sus imágenes, a su vez, se reflejan, se multiplican a menudo en dípticos, en trípticos... que a su vez se multiplican en estudios, esbozos,... Sus autorretratos buscan al Bacon hombre con una insistencia inusitada... Bacon coge el exterior de sus modelos y nos devuelve el interior, sus paisajes son planos, a menudo un sólo color... persigue la figura, la forma...
Escrito por Mário às 13h39
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Video-clips X Corpo
Só agora descobri o trabalho do realizador Chris Cunninghan que tem uma tendência para trabalhar nos video-clips as mais pertubadoras imagens do corpo actual. Seja em "All Is Full of Love" da cantora Björk, onde o corpo funde-se em máquina, na figura de dois robôs apaixonados ou ainda na ruína e decrepitude do corpo em "Come To Daddy". Mas não deixa em colocar questões relacionadas ao ideal patético de todos parecermos iguais, o desejo de ser o outro, é trabalhado em "Windowlicker", quando os personagens do vídeo aos poucos vão perdendo sua identidade e ganhando a mesma cara do protagonista.
Escrito por Mário às 11h01
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Bragança de Miranda
"Cibercultura: Os corpos artificais" Essa é a cadeira de Mestrado do Porf. José Bragança de Miranda, da Univ. Nova de Lisboa, que trabalha a imagem do cyborg e a técnica na cultura cyberpunk. No hall de leituras do curso estão Donna Haraway, Hans Moravec e a italiana Teresa Macrí. Vale a pena conferir o site de Miranda, que é uma excelente referência em assuntos relacionados à cultura pós-moderna e a figuração do humano.
Escrito por Mário às 16h45
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O corpo na Academia
"Não conhece a sentença a que foi condenado? -Não/.../ Seria inútil dar-lha a conhecer, pois vai apre(e)ndê-la no próprio corpo"- Franz Kafka
A referência aos escritor está no artigo da professora portuguesa de Ciências da Comunicação da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas e Directora da Revista de Comunicação e Linguagens (RCL), Maria Augusta Babo, têm um trabalho interessante sobre a semiótica do corpo, onde trabalha as nuances do corpo espectaculizado e transformado pela próteses da contemporaneidade.
Escrito por Mário às 15h48
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A ruína em directo/ Ao vivo
As imagens do corpo dilacerado, mutilado, amputado - resultado da tragédia - sempre estiveram presentes nos telejornais, na televisão, nos "media". São imagens de um corpo que choca, que surpreende, angustia, perturba e que nos trazem a todo instante a idéia da ruína. Seja pela garotinha iraquiana , com o corpo completamente mutilado, agonizando nas ilhas de edições, durante os bombardeios norte-americanos ou seja pelas imagens dos reféns e sequestradores "repousando" mortos no teatro em Moscow, nas edições extras das televisões do mundo. Nos dois casos o que vimos foi o resultado, o corpo já "acabado", sem vida ou completamente em ruína, transformados em minutos de cobertura. Mas, quando temos a imagem completa do corpo que sucumbiu ao vivo( em directo)? É o caso português da morte em directo do jogodor de futebol.
Escrito por Mário às 16h16
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O corpo que não se tem
Este é um espaço aberto para as discussões sobre o corpo, a sua utopia e a ruína. Um corpo incerto, contemporâneo, que se perdeu diante da tecnologia. Do corpo transformado em perfeição digital, em máquina cyborg, em "pixels" ou destruído por completo...É o corpo do monstro? o corpo do medo? o corpo sonhado e idealizado pela sociedade midiática? Questões que pretendo levantar e levá-las para um futuro trabalho acadêmico.
Escrito por Mário às 12h10
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